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Oi, meu nome é Bruna de Oliveira,tenho 15 anos e quero mostrar um pouquinho para vocês aqui neste blog o que eu penso,o que sinto. Vou usar este blog para colocar pra fora tudo o que há dentro de mim. (:

terça-feira, 17 de maio de 2011

      Eu juro pra você que eu morreria só para teu coração voltar a bater. Eu pararia de sentir o vento bater em mim, para com ele voar em sua direção. Mas eu sou apenas mais um ser que respira, sou totalmente mortal, um vidro que se quebra rapidamente ao cair no chão. Eu me despedaço fácil.
      Mas por você... Por você eu morreria, eu seria corajosa o suficiente para sentir a água me engolir e assim meu sangue congelar. Isso porque nada neste mundo me faz sofrer como a dor da morte ter te tirado de mim.
      A faca serviria muito bem para terminar de partir esse coração mole e fraco, mas ela seria perfeita para me levar daqui, desse mundo. Perfeita para me levar desse mundo para o seu.
      A amarga doce morte quis desunir duas almas, mas quando elas se unirem novamente será como um grande choque, com luzes coloridas saindo para todos os lados.
      Eu só queria ouvir tua voz, a canção que me acalmava, apenas queria olhar no fundo de seus olhos e dizer que tudo isso foi um grande e cruel pesadelo. Eu queria gritar, a mais aguda nota alcançar, mas minha voz está rouca de tanto gritar ao reviver aquele momento no qual você fechou seus olhos para sempre.
      Não poderia ser assim, mas foi. Eu sei que você está e continuará pra sempre do meu lado, você está vivo e quente no meu coração. Tenha a certeza que não morreu dentro de mim. E jamais morrerá.
      Porque a mais doce melodia saia de seus lábios, o mais belo sorriso sempre foi o teu e a paz que eu sentia ao teu lado não se compara a nenhuma paisagem verde e nem ao azul do mar.
      Eu jamais serei feliz com apenas um pedaço do coração, não saberia lidar com apenas a metade. Não conseguiria respirar longe do teu cheiro, aquele perfume que de longe reconhecia facilmente.
      Ao mesmo tempo tua presença é tão real, é como se você não tivesse ido pra tão longe. Você está aqui, mas é invisível a meus olhos. Se ao menos eu pudesse te ver...
      Eu vou para uma mata verde, escura, perigosa. Vou atrás do perigo sim. Quero fugir desse pesadelo, quero me ver morta, quero parar de ser frágil, quero aceitar o fato de não ter tido forças para te salvar daquela água gelada. Maldita água!
      Eu não sei mais nada, me encontro perdida, morto-viva, uma humana sem importância.
      Só sei que quando eu podia te tocar era como uma dança de balé, como a brisa, como a luz da Lua, o brilho das estrelas, era quente como o fogo, era lindo como uma música tocada no piano. Era único e perfeito como Deus. E doloroso como uma lágrima quente que rola de nossos olhos e não podemos nem secar, pois logo em seguida vem outra, sufocante como um aperto no peito que nos impede a fala.
      Agora o mato me chama, a faca me encara, a adrenalina me desespera, as vozes me dizem sim e eu quero, eu vou e faço. Faço o que é certo. Um corte em minha veia interrompe o caminho do sangue.
      Eu estou sentindo a dor do líquido vermelho quente sendo expulso do meu corpo, sentindo o medo de ouvir a palavra “nunca mais” e agora eu fecho os meus olhos molhados.
      Agora eu te encontrarei, te encontrarei em meus sonhos, mas não em minha vida. Eu estou morta como deveria estar antes, morta no teu lugar.
      Acordo gritando e me dou conta de que estou no meu quarto, deitada na cama, com uma página em branco caída sobre mim. Pego a caneta e noto que meu dedo está machucado, escrevo na página: Meu coração continuará e para sempre amará o seu. Nisso uma gota de sangue do meu dedo pinga em cima das palavras.
      Uma mancha para sempre e um amor para a eternidade.

- Bruna de Oliveira

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